domingo, 25 de maio de 2008

Programas de Desenvolvimento para o Maranhão

Programas para o Maranhão

  • Uma parceria entre a empresa estatal chinesa BBCA Bioquímica, da província de Anhui, e a pernambucana Grupo Farias vai abrir duas usinas de álcool no Brasil previstas para estarem entre as maiores do país.
    As duas usinas deverão ser construídas no Maranhão e devem entrar em funcionamento entre 2009 e 2010. A produção inicial será de 800 milhões de litros de etanol por safra, podendo chegar a 1 bilhão de litros por safra.
    O custo das usinas será de aproximadamente US$200 milhões (R$390 milhões). A produção será totalmente dedicada à exportação para a China.
    Cada usina terá capacidade de processamento de 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção de 400 a 500 milhões de litro de etanol por safra.
    Esses números colocam entre as maiores do Brasil.
    Essas unidades se dedicam à produção de açúcar e etanol. As plantas sino-brasileiras produziriam exclusivamente etanol.
    “Planejamos construir uma unidade que fosse a maior do Brasil, mas por uma questão de escala agro-industrial devemos optar por construir duas. Uma unidade muito grande não agrega competitividade”, explicou à BBC Brasil o presidente do Grupo Farias, Eduardo Farias.
    A idéia é construir as usinas no Estado do Maranhão. “É quase certo que vai ser lá, pois há uma área boa para o plantio de cana e o porto de Itaqui tem capacidade para receber navios de grande porte”, disse ele.

    Taxas e incentivo

    O Grupo Farias deve ter parte majoritária na parceria sino-brasileira e ainda avalia a melhor estratégia para conseguir uma redução nas taxas de importação sobre etanol na China.
    “Estamos fazendo um trabalho de convencimento junto ao governo chinês para que eles compreendam que é necessário baixar as taxas sobre o etanol", disse Farias.
    Segundo dados da embaixada brasileira em Pequim, pela tabela tarifária do governo chinês, os impostos sobre importações de álcool podem variar entre 30% e 40%.
    "O imposto atual reflete a taxação sobre bebidas alcoólicas. Estamos empenhados em um esforço para demonstrar ao governo que vale a pena cortar as taxas para incentivar a importação de etanol, que é um combustível verde", explicou o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, à BBC Brasil
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